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sexta-feira, 2 de março de 2012

Sensações da Infância


Hoje o meu texto será um tanto saudosista e quem sabe reflexivo... Ontem passei pela feira do meu bairro, tantas lembranças vieram a tona, os meus momentos enquanto criança, onde por ali passava com minha mãe, aprendi a escolher frutas, verduras, legumes... Hoje tem menos feirantes, alguns ainda desta época, quase 15 anos atrás... 

Não é querer que os momentos retornem, mas quando vi estava com um sorriso nos lábios, recordando o caminhar naquela rua de mãos dadas com minha mãe e ao final das compras o pastel! Ah! O pastel... A parte mais esperada. Até pensei em comer, mas tenho certeza que não teria o mesmo sabor, então preferi continuar o meu caminho e guardar no coração tais recordações!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Escutatória - Rubem Alves

*Sempre bom reler e refletir

Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.
É preciso também que haja silêncio dentro da alma.
Daí a dificuldade:
A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor...
Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração... E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos...
Pensamentos que ele julgava essenciais são-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades:
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou. E, assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência...
E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar – quem faz mergulho sabe – a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia... Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Sentimento de Culpa

Você já teve a sensação de culpa por algo? Os convido a fazer uma reflexão.

Uma habilidade fundamental nos dias atuais é partir do pressuposto que não existem fracassos, apenas resultados. Pensem nos resultados que obtiveram nesta semana... Isso significa saber onde você está Agora. Aonde quer chegar. E como planejar sua estratégia, usando seus próprios recursos ou usando novos.

É pensar nos resultados, e não no fracasso, lhe permitir libertar-se dos sentimentos de culpa, inadequação, rejeição e vergonha. Porém, o fato de você se sentir mais “aliviado” não fará com que o conflito se resolva automaticamente, é preciso buscar a solução, baseado também no seu comportamento.

Considere que ninguém é errado, não tem nenhum defeito de fabricação nem está quebrado.  Executamos estratégias perfeitas! Caso deseje modificar uma estratégia, você precisará descobrir como você e os outros funcionam, para criar algo adequado.

Algumas orientações:
•    Busque resultados sobre os seus sentimentos (Ex.: “Eu me sentirei satisfeito com o acordo”);
•    Busque resultados nas relações com o outro (Ex.: “Nós nos entenderemos melhor”);
•    Busque resultados concretos (Ex.: “Poderei atender melhor”);

Segundo Rhandy Di Stéfano (mestre em coach): Responsabilidade é diferente de culpa. Culpa está ligada à sensação de falta de poder, à sensação de ter feito algo errado. Responsabilidade está ligada a sensação de poder, à ideia de que “Eu Posso fazer a diferença na minha vida e na vida de outras pessoas”.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Compartilhar

Compartilhar: Tomar parte em ou de alguma coisa; participar de alguma coisa; partilhar algo com alguém, compartir algo ou alguém... E você, com quem anda compartilhando seus momentos? Seus segredos? Seus desejos?

Nesta vida corrida, repleta de compromissos e atividades profissionais e pessoais, algumas ações caem na rotina. Já perceberam como são estabelecidas as uniões no tempo atual?

Quem disse que uma relação afetiva tem que ser construída no primeiro olhar, no primeiro encontro ou no primeiro beijo? Como olhar para ele e dizer: “Encontrei o homem da minha vida”

Há muito mais nas relações, há muito mais a compartilhar... O respeito, o carinho, a amizade, uma conversa demorada (sobre os mais diversos assuntos).  É doar-se e não esperar nada em troca, é o vínculo sendo construído diariamente... 

É simplesmente AMAR no sentido pleno e puro: de respeito, afeto e partilha.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Mudança Constante

Final de ano vem sempre aquele sentimento de pensar quais itens foram produtivos, o que poderia ter sido realizado de maneira diferente (gerando até mesmo arrependimento), aprendi que não há arrependimentos, mas sim, resultados.  Não podemos julgar uma ação como positiva ou negativa, partindo do princípio que toda ação tem uma intenção positiva – pra quem pratica!

Em 2011 sorri, chorei, aprendi, ensinei, ouvi, falei, iniciei e terminei – porém, finalizo com o sentimento de crescimento, este ano me proporcionei o conhecimento, melhor o autoconhecimento. E quer saber? Ainda tenho muito a aprender. Não só relacionado a culturas, valores, economia... Mas sobre a minha essência. E o principal, a minha reação perante as mudanças. A tal Resiliência... rsrs

Para 2012 a proposta é continuar vivenciando o aqui, o agora, o momento! Continuar dedicando nas minhas ações com excelência e entusiasmo, acredito que, o ser humano (quando disposto) pode ser uma pessoa melhor a cada dia. Porque é isto que me propus: ser uma pessoa melhor a cada dia, com paciência e otimismo!

Algumas semanas as minhas orações são compostas de agradecimento, por tudo e por todos: família, amigos, colegas de trabalho, alunos, clientes, parceiros. Por todos aqueles que me rodeiam, que deixo um pouco de mim e absorvo muito de cada um...

Finalizo este “Diário Pessoal”, com um texto budista que recebi de um orientador a 4 anos atrás... Representa muito desta atual Íris Andrade.

“O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente.”